segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Amor distante

Calou-se toda a poesia em mim,


meus sentimentos todos estão mudos,


caminham no meu coração infértil


e já não dizem nada, perambulam...






São fantasmas dos sonhos, das quimeras


não assombram, apenas vagam soltos.


não sabem pra onde ir, nem o que fazem


ainda no meu peito agonizante.






Esse poema é como um suspiro


daqueles cuja morte se anuncia.


Um último poema delirante


de quem pediu apenas um instante,


um só momento de um amor distante.

Um comentário:

Cristina Figueira disse...

Muito lindo!!! Parabéns!